Somos alunos do Unilasalle dos cursos de Física Licenciatura- Márcio Fiot e Psicopedagogia Clínica e Institucional - Vannessa D'ávila. Estamos cursando a disciplina de Informática e Multimeios da Educação, e nosso blogltem por objetivo,contribuir com a ampliação dos horizontes familiar e ou/ do(a) cuidador(a),na educação de suas crianças na faixa etária de zero até seis anos de idade.

 

Escrito por Marcio e Vanessa às 17h05
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Escrito por Marcio e Vanessa às 12h17
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Em toda a obra de Froebel encontra a constante comparação do desenvolvimento da criança com o das sementes; a criança para Froebel é como uma semente a ser cultivada e, conseqüentemente, o educador alemão procurará a harmonização do homem com a Natureza desde a mais tenra idade. Para Froebel o princípio a partir do qual todos os homens seriam iguais se encontrava na relação entre infância e Natureza. Somente conhecendo as relações entre infância, Natureza e Deus é que poderíamos presentear cada indivíduo com o autoconhecimento e a aceitação de seu lugar em nossa sociedade. Como conseqüência desse processo teríamos uma sociedade melhor. Esta relação entre Deus, Natureza e Humanidade era representada por Froebel (1887) por meio de um triângulo. Os três elementos dessa tríade seriam inseparáveis uns dos outros. Essa tríade formaria o que Froebel denominava "unidade vital", na qual a educação deveria estar alicerçada para poder conduzir o indivíduo ao desenvolvimento pleno. Dentro do princípio da "unidade vital" os processos de interiorização e exteriorização seriam fundamentais, pois levariam à clarificação da consciência ao autoconhecimento, ou seja, à educação. A formação e o desenvolvimento ocorrem graças ao que o homem recebe do mundo exterior, mas só se efetivam de modo eficaz quando se sabe, por assim dizer, tocar no seu mundo interior. Este processo chamado de interiorização consiste no recebimento de conhecimentos do mundo exterior, que passam para o interior, seguindo sempre uma seqüência que deve caminhar do mais simples ao composto, do concreto para o abstrato, do conhecido para o desconhecido. A atividade e a reflexão são os instrumentos de mediação desse processo não-diretivo, o que garante que os conhecimentos brotem, sejam descobertos pela criança da forma mais natural possível. O processo contrário a este é chamado de exteriorização, no qual a criança exterioriza o seu interior. Para que isso ocorra, a criança necessita trabalhar em coisas concretas como a arte e o jogo, excelentes fontes de exteriorização. Uma vez exteriorizado seu interior, a criança passa a ter autoconsciência do seu ser, passa a conhecer-se melhor: é assim que a educação acontece. Para Froebel a educação deveria estar alicerçada na "unidade vital" (Homem, Deus e Natureza) e os processos de exteriorização e interiorização deveriam nortear qualquer metodologia que viesse a ser utilizada com as crianças. Estes processos de exteriorização e interiorização precisam da ação para mediá-los, necessitam de vida e atividade, não de palavras e conceitos. Froebel via na exteriorização e na interiorização a concretização de algo natural na criança, devendo o educador estar sempre atento a esses dois processos, pois toda a atividade externa da criança é fruto de sua atividade interna.

Escrito por Marcio e Vanessa às 21h19
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Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.
Pesquisa mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência.

http://www.leresaber.org.br/infanciafeliz/index.html

Escrito por Marcio e Vanessa às 20h23
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A primeira infância é a base para todas as aprendizagens humanas. Estudos demonstram que a qualidade de vida de uma criança entre o nascimento e os seis anos de idade pode determinar as contribuições que ela trará à sociedade quando adulta. Se este período incluir suporte para o crescimento cognitivo, desenvolvimento da linguagem, habilidades motoras, adaptativas e aspectos sócio-emocionais, a criança terá uma vida escolar bem-sucedida e relações sociais fortalecidas. Aliado à boa alimentação, o estimulo adequado às crianças de até 6 anos gera benefícios que vão desde o aumento de aptidão intelectual (que qualifica o acompanhamento escolar e diminui os índices de repetência e de evasão escolar) até a formação de adultos preparados para aprender a lidar com os desafios do cotidiano.

http://www.institutocamargocorrea.org.br/infancia/Paginas/infancia.aspx

Escrito por Marcio e Vanessa às 20h01
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DICAS DE DESENHOS ANIMADOS EDUCATIVOS

Sítio do picapau amarelo - versão desenho animado

As descobertas de Caillou

Sapitto

Bom dia,Boa tarde,Boa Noite

 

Escrito por Marcio e Vanessa às 21h33
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O impacto da primeira infância na compreensão do mundo

João Augusto Figueiró*

Quando se pretende falar sobre “o impacto da primeira infância na compreensão do mundo” temos que considerar o mundo adulto e o mundo da criança, a desumanidade do primeiro e a humanidade do segundo. O adulto de hoje foi criança um dia e a criança de hoje será o adulto do futuro. De onde provêm, então, a crueldade e a desumanidade da sociedade contemporânea?

A idéia de que a primeira infância é um período decisivo na formação da personalidade, do caráter e no modo de agir do adolescente e do adulto encontra sustentação em dados recolhidos nos últimos 100 anos de pesquisas científicas. De fato, os primeiros seis anos são fundamentais para a constituição da pessoa. Achados recentes da Neurociência oferecem evidências de que acontecimentos precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda vida nas conexões sinápticas através de fenômenos de neuroplasticidade e biomoleculares. Todos nós construímos um mapa da realidade a partir das experiências vividas na infância. Assim, é possível, e muito mais eficiente, lançar os valores e fundamentos éticos da cidadania e da cultura de paz nesta primeira fase da vida, uma vez que a criança é dotada de uma capacidade absorvente, isto é, a criança é aquela que tudo recebe, julga com imaturidade, pouco recusa ou reage. Absorve e estrutura a personalidade do futuro adulto. É a criança que constrói seu conteúdo mental a partir do alimento social e assim acumula experiências que serão utilizadas para a construção de sua vida.

Sabemos há milênios que um adulto é resultado de sua própria natureza, das suas relações com a família e diferentes grupos sociais, com a cultura e com os valores, crenças, normas e práticas. “Educai as crianças e não será necessário castigar os homens”, dizia Pitágoras. Platão clamava pelos melhores “nutrientes” sociais e culturais a serem transmitidos aos menores. Freud demonstrava que as interações precoces envolvendo os aspectos cognitivos e, fundamentalmente, os afetivos são pré-moldes das futuras relações do sujeito consigo, com os outros e com o ambiente. Para Karl Jasper “o homem só pode chegar a seu verdadeiro ser conduzido pelo outro”. Jean Jacques Rosseau definiu o homem como um ser “feliz e bom”, determinando que os preconceitos culturais e as normas da vida social produziriam “sua crueldade e infortúnio”. Locke assegurou: “a criança tem tendência inata a desenvolver sua personalidade original sob a influência do ambiente e da aprendizagem” e Maria Montessori definiu a preparação do ambiente muito antes do ingresso da criança na escola como “chave da educação e da cultura real da pessoa desde o seu nascimento”.Veja mais na página - http://psicologiaeeducacao.wordpress.com/2009/08/28/o-impacto-da-primeira-infancia-na-compreensao-do-mundo/

Escrito por Marcio e Vanessa às 20h37
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Primeira infância, período pré-operatório

INTRODUÇÃO;

Segundo a teoria piagetiana, quando a criança não tem noção de conservação, isto é, quando ela não acredita que pode haver diferentes configurações para um mesmo objeto, ela está passando pelo período pré-operatório ou primeira infância, que ocorre dos 2 (dois) aos 7 (sete) anos. Este período se caracteriza pelo egocentrismo, centralismo e irreversibilidade, ou seja, ao sente necessidade de justificar seu raciocínio, além de sentir dificuldade de sair do seu ponto de vista pra assumir o do outro, ou ainda, ter sua atenção voltada somente ao aspecto ou configuração do objeto, não vendo a possibilidade de transformá-lo.Suas principais características são: animismo; tendência de a criança dar vida a seres não vivos. Antropomorfismo; tendência de a criança atribuir formas humanas a seres não humanos. E artificialismo; todas as coisas foram construídas pelo homem ou alguma entidade divina, para o homem.Essas características são resultados de pesquisa de observação, confirmado por inúmeros estudiosos, onde foram realizados acompanhamentos. As mesmas crianças e por intervalos repetidos.

DESCRIÇÕES DAS CRIANÇAS;

V-5 anos e 8 meses.

A-4 anos e 9 meses.

Y-3 anos e 11 meses.

IDENTIFICAÇÃO DAS PROVAS;

DESCRIÇÃO DA APLICAÇÃO;

Massinha:

Ao pegarmos duas massinhas de modelar e transformá-lá em bolinhas do mesmo tamanho (A e B), ao questionar-mos qual tem mais massa. A criança diz que é a massinha A, pegamos a massinha B e dividimos em varias outras massinhas, e novamente perguntamos, a criança ao ver a massinha B dividida em várias bolinhas, logo diz que a massinha B agora tem mais massa. Além de bolinhas transformamos em salsichas, e para todos os aspectos físicos do objeto foi que resultou sua resposta.Portanto concluímos que, para este teste as crianças satisfazem a teoria de Piaget, seguindo sua classificação de não-conversão.

Prova de Conservação de Massa;

Criança A, V, e Y- 1º - Não conservação: a criança não tem noção de conservação de massa quando admite que a quantidade de massa se altere quando a bolinha é transformada.

Canudos:

Para realizar está prova tivemos com apoio o uso de canudos coloridos. Deixamos para cada cor um canudo inteiro e outro cortado para que pudéssemos mudar suas características.Perguntamos qual estrada é mais longa, as crianças em geral responderam que a que estava reta era maior, as outras eram menor por que estava em forma de ziguezague, pelo das extremidades estarem diferentes.As duas crianças mais velhas mantiveram suas respostas independentes do formato em que deixássemos os canudos, no entanto a criança mais nova ao deixarmos em formato de “casa” disse que era maior, por que era mais alta.Sempre ao terminarmos, mostrava-mos a equivalência dos canudos, e mesmo assim as crianças mantiveram suas respostas.

Prova de Conservação de Comprimento;

Criança A e V- 1º - Não conservação: a criança julga os comprimentos conforme o critério da coincidência das extremidades. Dessa forma, após a mudança de configuração de uma das fileiras passa a negar que ambas tenham o mesmo comprimento.

Criança Y-2º - Condutas intermediárias: a criança ora diz que a fileira têm o mesmo comprimento, ora diz que não tem.

Fichas coloridas (cartolina):

Fizemos muitas perguntas para realizar está prova como cores e quantidades.Pedimos para que separassem por cor e contassem, as três crianças realizaram corretamente. Demos vários formatos, alinhamentos, espalhamos muitas vezes eles responderam conforme a quantidade de ficha e não seu formato sobre a mesa.Com exceção da criança A, que ao questionarmos sobre a quantidade de fichas ou fichas amarelas, respondeu fichas. As crianças V e Y permaneceram sobre a quantidade de fichas amarelas, que tinha em quantidade maior sobre a mesa.Percebemos na resposta da criança A, uma variação, mas não em comportamento e sim na atenção, que dava as nossas perguntas, isto é, sua resposta sempre se baseava na ultima palavra em que falássemos fazendo as perguntas.

Prova de Inclusão de Classes;

Criança V e Y- 1º- Ausência de quantificação inclusiva: a criança mostra-se incapaz de comparar o número de elementos de uma subclasse ao de uma classe mais em geral na qual ela está inclusa; ela faz sistematicamente a comparação das duas subclasses, respondendo então que há mais quadrados amarelos (ou vermelhos dependendo da questão) do que quadrados.

Criança A – 2º - Condutas Intermediárias: a criança hesita diante da questão que lhe é feita e, ora responde que tem mais fichas amarelas (ou vermelhas), ora respondendo que tem mais fichas.

CONCLUSÃO;

Concluímos, portanto que as crianças assimilam idéias a partir de um ponto de partida.

Para Piaget, assimilação significa as incorporações de novos elementos às estruturas psicológicas já existentes e acomodação a transformação das estruturas elementos do meio. Após toda uma construção a criança dá rumo a sucessivas equilibrações.

A construção é a essência do conhecimento que ocorre na busca de soluções do problema vivenciado pela criança. Na construção está o espaço e o movimento criativo, que vai além do simples ato operatório do sujeito.

feita e , ora responde que tem mais quadrados amarelos ( ou vermelhos), ora rspondendo que tm mais quadrado.

Por ariana cristina cavalcanti

Escrito por Marcio e Vanessa às 15h19
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PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR NA DIVERSIDADE

Dra. Maria da Graça Gomes Paiva, Consultora da UNESCO e membro da Equipe de Apoio à Coordenação do PIM-Programa Primeira Infância Melhor.

 O atendimento à primeira infância é meta atual dos principais órgãos internacionais preocupados com a melhoria da qualidade de vida das gerações futuras. No Rio Grande do Sul, em particular, a Lei 12 544 de 3 de julho de 2006 legitimou o Programa Primeira Infância Melhor – PIM enquanto política pública que promove ações pioneiras, na atenção às famílias, gestantes e crianças de 0 a 6 anos. No intuito de melhor qualificar os resultados dos atendimentos a essas famílias, o foco no respeito às culturas e experiências dessa população-alvo, o PIM, em 26 de dezembro de 2006 lançou o Projeto Programa Primeira Infância Melhor na Diversidade. Este Projeto pretende priorizar as ações de promoção e desenvolvimento de uma vida saudável e feliz de crianças de 0 a 6 anos e a s competências familiares, como estratégia de prevenção e de redução da violência doméstica e da ruptura de ciclos de pobreza e exclusão social, entre outros.A proposta de elaboração deste Projeto foi da Sra. Leila Almeida, Coordenadora e Gerente Interina do PIM que, em agosto de 2006, em reunião com alguns membros da Coordenação, indicou um de seus representantes para constituir um grupo de estudos e elaborar o documento, frente a algumas demandas pontuais e relevantes oriundas dos municípios em que o Programa estava implantado e implementado, ou seja, em comunidades indígenas (Reserva da Guarita) e em comunidades quilombolas (Quilombo dos Dutras, em Santana da Boa Vista). A escolha do termo Diversidade, embora tenha uma significação ampla atualmente enquanto “movimento social em construção e de inclusão social”, neste primeiro momento, em virtude das demandas supracitadas, contempla a questão do direito cultural, ou seja, do respeito e promoção das diferentes culturas, visto que a sociedade riograndense – assim como a brasileira – é uma sociedade pluriétnica e multicultural. Portanto, diversidade, nesta primeira etapa do Projeto, deve ser entendida como sujeitos de direitos cujas diferenças étnicas e culturais devem ser respeitadas e promovidas, garantindo as relações democráticas entre vários grupos sociais.Nesse sentido, o Programa Primeira Infância Melhor e o Projeto Primeira Infância Melhor na Diversidade pretendem resgatar as referências culturais que legitimam os traços físicos, a cor e os hábitos dos afro-brasileiros, indígenas e demais etnias que compõem a sociedade pluricultural gaúcha, através de atividades lúdicas e educativas que envolvam adultos e crianças em momentos prazerosos de aprendizagem e desenvolvimento.Neste documento estão contemplados o Primeira Infância Melhor nas Comunidades Indígenas (PIMI), implantado em 2005 na Reserva Indígena do Guarita, em Irapuã, município de Redentora, e, em 2006, o Primeira Infância Melhor nas Comunidades Quilombolas (PIMQUI), no Quilombo Rincão dos Dutras/Mouras, em Santana da Boa Vista.Cabe ressaltar que o PIM – Programa que busca atualizar e aprimorar suas metas a cada nova avaliação dos resultados obtidos – identificou alguns pontos relevantes para a criação do Programa Primeira Infância Melhor na Diversidade, a saber: a) a maioria das crianças indígenas em estado de pobreza vive em Comunidades Indígenas; b) muitas das crianças negras em situação de vulnerabilidade social vivem em Comunidades Quilombolas (i.e. em grupos sociais integrados por descendentes de escravos negros fugitivos que formaram territórios independentes, onde a liberdade e o trabalho comum passaram a ser símbolos de autonomia e diferenciação de regime escravista); c) ainda hoje, grande parte das crianças, de 0 a 6 anos de idade, dessas comunidades, não têm acesso à escola, ao posto de saúde, ao saneamento básico, à luz elétrica, etc.; d) algumas dessa famílias não têm comprovante de residência, pré-requisito para o cadastramento em vários programas sociais de governo; e) a exposição às drogas e à violência em geral apresentam índices alarmantes nessas comunidades.O Grupo de Estudos que redigiu o Projeto, bem como o texto do PIMQUI, está sob a Coordenação da Sra. Maria da Graça Paiva, Consultora da UNESCO e membro da Equipe de Apoio à Coordenação do PIM, enquanto que o Grupo de Estudos responsável pela elaboração do texto do PIMI está sob a Coordenação de um outro membro da Equipe de Apoio à Coordenação, a Sra. Flávia Franco, também Consultora da UNESCO junto ao Programa.Ambos os grupos têm como finalidade: a) pesquisar e aprofundar a justificativa para estudos junto a essas comunidades; e b) elaborar e/ou adaptar os conteúdos étnico-culturais à metodologia oficial do PIM. No presente momento, o Grupo de Estudos do PIMQUI já agendou visitas a alguns quilombos urbanos.

Escrito por Marcio e Vanessa às 13h16
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Personalidade se planta na primeira infância, e se transforma no percurso da vida

Hoje, vou seguir nessa série com o psicólogo e psicanalista Rubens Maciel falando de pontos fundamentais para o desenvolvimento emocional de uma pessoa. Afinal, as informações dos últimos dias nos levam a pensar: que pais estamos criando para os nossos netos? O ciclo da vida é sensacional!

No meu caso particular, também posso pensar: com o pai que eu tive, sou saudável até demais. Mais do que autoritário, um tirano! E dá-lhe psicanálise...

Vou começar e terminar com uma frase do psicanalista tranquilizadora e pertubadora ao mesmo tempo: “O terreno que você deve preparar, deve plantar, é na primeira infância. E durante todo o percurso de vida, você vai se transformando, aprendendo com a experiência. Agora, uma pessoa que teve problemas na sua primeira infância vai aprender muito menos, se adaptar muito menos na vida, do que aquele que não teve”.

Antes de explicar os fatores presentes na formação da personalidade de alguém, o psicólogo e psicanalista Rubens Maciel fez questão de ressaltar: para a psicanálise, uma pessoa não pode ser avaliada pensando em uma relação direta de causa e efeito. Ou seja, não é assim: faz isso, dá naquilo.

Segundo Rubens Maciel, “para o desenvolvimento emocional de alguém existem algumas características que são importantes, entre tantas outras que a gente não sabe”. Ele classificou três delas como vitais: a história familiar, a natureza da criança e a história de vida do indivíduo.

O psicanalista explicou que a questão da família é muito importante na formação da personalidade. De acordo com ele, pais amorosos conferem ao filho a certeza de ser amado e isso lhe possibilita acreditar que o mundo o quer. “Ele estabelece em si uma confiança de que é amado do jeito que é, e que o mundo o recebe bem. É uma postura muito diferente daquele que diz: eu não sou amado ou eu tenho que ser um bom menino para ser amado”, explicou.

As relações pouco amorosas entre pais e filhos geram muito ansiedade nas crianças. E as cobranças sistemáticas de um pai imaturo, incapaz de compreender e aceitar o filho com as suas capacidades e limitações, comprometem a espontaneidade desse ser em formação. “A criança gira em torno de cumprir aqueles desejos dos pais que muitas vezes são irrealizáveis porque é uma insatisfação crônica do pai. Então, ela se esforça, se esforça, mas nunca tá bom”, afirmou.

Outra questão vital para a formação da personalidade é a natureza da criança. Segundo Rubens Maciel, existem crianças destrutivas e construtivas. Elas nascem com uma característica pessoal, que interfere na personalidade da pessoa. As mais construtivas acolhem as coisas que recebem e preservam dentro de si. As mais destrutivas não conseguem ou têm muita dificuldade para acolher e preservar dentro delas o que recebem.

Segundo o psicanalista, a criança de natureza construtiva funciona assim: “a mamãe veio aqui, me deu de mamar, então ela gosta de mim”. E a destrutiva assim: “a mamãe veio aqui, deu de mamar, mas deu primeiro para o meu irmão, e o que ela deu é pouco, queria que ela ficasse mais aqui”.

“Você pega duas crianças, até gêmeas, o mesmo tratamento, uma nunca está satisfeita, está sempre resmungando, chorando, brava. E o outro, não, fica em paz, é tranquilo. Numa família boa, uma criança destrutiva ainda consegue ter algumas coisas boas e preservar. Se ela é destrutiva e a família é ruim, o prognóstico é muito desfavorável”, explicou.

E o terceiro fator que influencia o desenvolvimento da personalidade é a história de vida da pessoa. Alguns traumas interferem negativamente. “Você pode ser construtivo, ter tido uma família boa, mas, de repente, perdeu os pais num acidente. Aí vai para um orfanato, é hostilizado porque é negro ou é japonês, seja lá porque for. Esses são traumas de vida”, disse.

Rubens Maciel afirmou que alguns fatores podem ser entraves para o desenvolvimento emocional. Em algumas pessoas, alguns aspectos são capazes de estagnar o desenvolvimento, o que explicaria uma pessoa de 40 anos com idade emocional de 15.

O psicanalista explicou que os primeiros anos de vida são fundamentais, mas ninguém está pronto e acabado aos cinco, seis anos de idade. “O terreno que você deve preparar, deve plantar, é na primeira infância. E durante todo o percurso de vida, você vai se transformando, aprendendo com a experiência. Agora, uma pessoa que teve problemas na sua primeira infância vai aprender muito menos, se adaptar muito menos na vida, do que aquele que não teve”, ressaltou.

Rubens Maciel é psicólogo e psicanalista , professor universitário e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ. Blog: Conversando com o Psicólogo. E-mail: rubensm@usp.br

Escrito por Marcio e Vanessa às 19h47
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